O sinal de alerta está oficialmente ligado no Beira-Rio. O
Internacional ainda possui 19 rodada para conquistar mais 24 pontos e garantir
a permanência na série A, ou seja o clube precisa de apenas um aproveitamento
razoável (42%) - não é nada impossível.
Mas será que é possível mensurar os principais fatores que
ilustram esta crise de rendimento instalada no Inter ?
Desde o início do ano (lê-se "desde a saída do Técnico Aguirre”), que o Inter não consegue emplacar uma boa sequência de resultado aliado com bom desempenho. Será isso uma mera coincidência ou realmente a queda do técnico uruguaio foi um dos fatores decisivos? Se forçarmos nossa memória, recordaremos que em Maio de 2015, o Internacional era uma das equipes com melhor desempenho entre os clubes brasileiros e fatalmente acabou sendo eliminado, pela a boa equipe milionária do Tigres recheada de bons jogadores, graças à uma sequência infeliz de erros individuais na partida semifinal decisiva realizada no México. E enfim chegamos ao ponto de partida de toda esta crise política/técnica instalada no Inter, quando o Presidente Piffero optou por “CRIAR UM FATO NOVO” e demitir o técnico Diego Aguirre em uma semana Grenal... o resto da história nós lembramos com muita facilidade:
- derrota
vexatória para o rival por 5 x 0
(proporcional ao 7 x 1 da Alemanha contra o Brasil);
- contratação
do Técnico Argel (extremamente oposto ao técnico anterior);
- troca
do pneu com o carro andando;
- a
verdade de hoje é a mentira de amanhã;
- melhor
campanha do 2º turno;
- campeão
gaúcho;
- pezinho
no chão;
- sequência
de derrotas;
- Falcão
(extremamente oposto ao técnico anterior²);
- ilusão
de 10 segundos (ou 25 dias);
- operação
SWAT e contratação do famigerado Técnico Roth...
A passagem de Argel ficou marcada por bons resultados e
rendimentos bastante pobres. Mesmo quando a equipe estava apresentando um bom
aproveitamento no início do Brasileirão, o rendimento demonstrava que logo ali
na frente os resultados iriam sucumbir...
RESULTADO SEM DESEMPENHO pode resolver de forma pontual, mas à
longo prazo (e principalmente em um campeonato de pontos corridos bastante
equilibrado), são as equipes com melhor rendimento/ou menor oscilação que
brigarão pelo título.
Sabendo disso, montamos uma análise sobre alguns dados interessantes
sobre o Inter Pré-Crise e Pós-Crise:
- VOLUME OFENSIVO: em relação ao total de finalizações, os períodos de Pré (11) e Pós Crise (12) não demonstram nenhum tipo de variação significativa;
- QUALIDADE DAS FINALIZAÇÕES: aí percebemos uma queda maior. O Inter passou à acertas menos finalizações no gol adversário (-25%);
- QUALIDADE DAS FINALIZAÇÕES DO ADVERSÁRIO: os adversário finalizam a mesma quantidade, porém estão acertando mais finalizações em gol (+43%);
- QUALIDADE DO GOLEIRO: dentro deste cenário de crise, a ausência de Danilo Fernandes também impactou (e muito) no desempenho defensivo (-29%).
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