Analisar os dados, para gerar informações relevantes, visando compreender o esporte mais imprevisível.
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
INTERNACIONAL - Odair Hellmann quer Inter construindo desde o goleiro...Pode dar certo?
Na entrevista de hoje (10/01/2018), Klaus foi indagado sobre como ele está se sentindo nos treinamentos, já que o técnico Odair quer uma maior participação dos defensores nas construções ofensivas. A resposta que o zagueiro deu foi curta, mas esclarecedora.
Klaus afirmou que Odair quer construção desde trás, porém não somente com a participação dos zagueiros, mas a principal mudança consiste em inserir o Goleiro Danilo Fernandes nesta fase do jogo.
A inserção do goleiro no modelo de jogo e participação nas construções ofensivas, é uma tendência evolutiva do futebol, nem tão moderna, que está consolidada nos grandes clubes e seleções europeias (Veja mais). Este tipo de pensamento, vai em concordância com a impressão deixada por Odair em sua primeira entrevista oficial como técnico do Inter, ainda no ano passado. O treinador afirmou que gostaria que o seu time trabalhasse mais a bola, com aproximação, menos ligações diretas e com um maior repertório tático.
Mas será que Danilo Fernandes, a dupla de zaga e Rodrigo Dourado podem fazer esta saída qualificada?
Como funcionaria a mecânica deste movimento?
NÚMEROS:
Os scouts demonstram que Danilo, mesmo não tendo o costume de ser mais participativo nas distribuições, ele apresenta bons aproveitamentos nos passes curtos e também nos seus passes destinados ao terço-final.
Cuesta e Klaus, em muitos jogos da série B, foram os jogadores com maiores quantidades de passes trocados no Inter. Porém, isso ocorria principalmente nos momentos de pressão, onde o Inter subia o bloco desesperado para correr atrás de um resultado adverso. Cuesta possui um passe longo melhor, mas ambos possuem bons aproveitamentos em seus passes.
A outra peça importante para esta saída qualificada, trata-se de Rodrigo Dourado. O 1º volante tem em sua principal características a DESTRUIÇÃO, mas seus números demonstram, que se ele trabalhar um pouco mais, pode auxiliar muito nesta fase de construção desde a defesa.
TÁTICA:
Como funcionaria a mecânica da equipe?
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Melhores Goleiros do Brasileirão 2017
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sexta-feira, 21 de julho de 2017
ANÁLISE DE DESEMPENHO DE GOLEIROS - O futuro está nas mãos e pés do jovem Jean
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quarta-feira, 13 de julho de 2016
Uma reflexão sobre a análise de desempenho dos goleiros (Parte 5)
OBSERVAÇÃO: Obviamente, vale
destacar que este artigo não tem fins acadêmicos e não possui a pretensão de
definir a forma correta de se realizar a análise de goleiros.
A análise de desempenho é uma área que está crescendo e
se desenvolvendo rapidamente no futebol nos últimos anos e essa revolução está
muito atrelada com as quantidades de estatísticas que podemos obter à cada
partida: média de passes para frente, finalizações por gol, distância
percorrida, correlação entre posse de bola com finalização, etc. A revolução
dos números, nos abriu os olhos para podermos encarar o futebol com um ar mais
científico.
Antes disso, o conhecimento sobre os eventos em uma
partida de futebol eram muito superficiais e empíricos, sem qualquer
embasamento concreto. Como podemos ver no livro “Os Números do Jogo” (David
Sally e Chris Anderson), através dos números podemos quebrar inúmeros
paradigmas existentes no futebol e essa é a grande vantagem de se incluir a
utilização das estatísticas no futebol. Porém muito mais do que se obter os
números, devemos saber como interpretá-los, caso contrário eles terão pouca
utilidades.
Obviamente que a Análise de
Desempenho não se resume às estatísticas. Além disso, é realizado um estudo
tático e dos padrões de jogo da equipe/atleta. Como vimos anteriormente, uma análise só é
completa, quando consideramos os 4 aspectos fundamentais:
Uma reflexão sobre a análise de desempenho dos goleiros (Parte 4)
No último artigo, traduzimos um
texto do pessoal do site 11Tegen11
onde a análise dos goleiros baseado nas defesas foi questionado sob diversos
prismas, e agora veremos a opinião do Analista de Desempenho Gustavo Fogaça
sobre a avaliação do desempenho de goleiros.
terça-feira, 12 de julho de 2016
Uma reflexão sobre a análise de desempenho dos goleiros (Parte 3)
Para complementar a reflexão
sobre as análises de goleiros, decidimos registrar a opinião de 2 grandes
especialistas em análise de desempenho: 11Tegen11
e Gustavo
Fogaça.
Neste primeiro momento,
traduzimos um artigo onde o pessoal do site 11Tegen11 divaga sobre as formas de
se medir o desempenho de um goleiro. Um excelente material que nos faz refletir
bastante...
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Uma reflexão sobre a análise de desempenho dos goleiros (Parte 2)
Todos
os amantes do futebol (analistas ou não) sabem quão complexa uma partida de
futebol pode ser, com inúmeros eventos secundários (passes, desarmes,
finalizações, tiros de meta, defesas, carrinhos, escanteios, etc.) que são
executados tendo um único objetivo: marcar um gol no adversário. Para isso
ocorrer, as equipes se estruturam taticamente munidas de diversas estratégias,
dispondo seus atletas em posições de acordo com as características individuais
de cada um. Tudo isso, para marcar mais gols que seu adversário. Dentro desse
universo particular, os goleiros estão inseridos à fim de evitar que os gols
sejam realizados... uma tarefa ingrata, diga-se de passagem. Ou seja, existe um
universo ainda mais complexo por trás desta posição tão injustiçada do futebol.
Partindo do pressuposto de que
queremos refletir sobre o método de análise de desempenho dos goleiros, antes
de mais nada temos que esclarecer alguns pontos. Tais como:
- Como definir um mau goleiro ?
- Como analisar o desempenho de um
goleiro ?
- MAU GOLEIRO: Obviamente se é difícil classificarmos um bom goleiro, tachar um goleiro de ruim deveria ter o mesmo nível de dificuldade, não é mesmo ? Ledo engano, pois os espectadores do futebol possuem uma capacidade incomum de identificar os famosos “frangueiros”. Mas como podemos detectar o “mau-goleiro” ?
Todo mundo, em qualquer meio social, passa por altos e
baixos, porém muitos goleiros acabam sendo estigmatizados por suas falhas e
passam à ser conhecidos como “frangueiros”.
De maneira geral, os critérios utilizados para
classificar um mau goleiro mais utilizados (de forma consciente ou não) são os
seguintes:
- Falha grotesca:
são aquelas falhas em que o goleiro sofre um gol devido à um erro crasso. Estas
falhas ficam marcadas na memória dos torcedores de forma indelével e a
associação do goleiro ao adjetivo pejorativo relacionado à aves, é
consequência.
Por
exemplo: chute fraco (despretensioso), que o goleiro faz o movimento para
encaixar a bola, porém ela passa de forma surpreendente para o fundo das redes.
- Sequência de falhas
menores: quando o goleiro, mesmo não
cometendo falhas gigantescas, acaba sofrendo um grande número de “gols defensáveis/questionáveis”
em sequência. As falhas menores, são as mais difíceis de classificar, pois o
erro não é tão bem definido e claro quanto as grandes falhas.
Estas
“falha questionáveis” acabam gerando dúvidas no meio esportivo e o goleiro
acaba adquirindo a fama de “mau-goleiro”.
Os dados das falhas são difíceis de se encontrar e um
histórico é praticamente impossível. Tudo isso, porque as falhas dependem de
uma análise qualitativa e os critérios para classificar os gols sofridos não é
um consenso.
Mas será que somente analisando as falhas que conseguimos
recordar de um determinado goleiro, teremos um dado suficiente para determinar
se este goleiro é “frangueiro” / “peruzeiro” / “mão-de-alface” / “braço-de-jacaré”
e afins ?
Creio que possam existir indicadores específicos para as
falhas, mas que não serão determinantes para qualificar o goleiro, por exemplo:
- Média de Falhas
por Finalizações Sofridas: assim poderemos ter uma melhor noção se essas
falhas possuem relação com o nível que o arqueiro está sendo exigido. Exemplo: Média de 0,02 falhas por finalização (falha em 2% dos chutes direcionados
ao gol);
- Tempo Médio
entre Falhas: e se quisermos saber o tempo médio (quantidade de jogos) que
o goleiro falha ? Poderíamos ter uma noção das falhas à um nível mais global. Exemplo: Tempo médio entre falhas de 10
jogos (ou seja, se a média for mantida, existe uma grande probabilidade deste
goleiro falhar no 11º jogo após seu último grande erro).
Enfim, estes foram exemplos simples, mas a ideia aqui é
buscar elevar ainda mais os dados de falhas, e não utilizar friamente apenas um
número. Assim teremos maior embasamento para afirmar se um goleiro comete mais
falhas que outro.
Mas não podemos restringir a avaliação dos goleiros
apenas às suas falhas em gols sofridos, pois no futebol atual cada vez mais os
goleiros estão sendo exigidos em outros aspectos, que não somente suas defesas.
Ao separar o total de eventos dos goleiros nas partidas, percebemos que apenas
uma pequena parte é pertinente às defesas, conforme gráfico abaixo:
Podemos perceber que as habilidade
específicas dos goleiros (defesas e saídas de gol) representam em média apenas
17% e as habilidades gerais (reposições e suportes defensivos) em média
representam 83%. Ou seja, as falhas em gols sofridos representam apenas uma
pequena fração de todas as participação dos arqueiros em uma partida.
Se as habilidades específicas de um
goleiro, representam tão pouco nas intervenções de um goleiro na partida, então
porque apenas as consideramos para avaliar um goleiro ?
Por quê, antes de classificarmos um goleiro
em “bom” ou “mau” não avaliamos sua reposição ? Ou sua saída de gol ? Ou seu
suporte defensivo ? Ou até mesmo, por quê não a importância das suas defesas ?
Essas e outras questões, serão debatidas
no próximo artigo (Continua).
terça-feira, 5 de julho de 2016
Uma reflexão sobre a análise de desempenho dos goleiros (Parte 1)
Depois de um bom tempo afastado do blog, voltamos com conteúdos interessantes para as Análises de Desempenho no futebol. Hoje publicaremos a 1º parte de um artigo que busca refletir sobre os métodos para avaliar o desempenho dos goleiros. Confere aí:
Agrupando os 3 índices, aumentamos nossas chances de realmente
eleger o melhor goleiro... Será ? Mas se o goleiro sair mau do gol ? Se a
reposição dele for ruim ? Se o goleiro falhar constantemente ?
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Todos
os amantes do futebol (analistas ou não) sabem quão complexa uma partida de
futebol pode ser, com inúmeros eventos secundários (passes, desarmes,
finalizações, tiros de meta, defesas, carrinhos, escanteios, etc.) que são
executados tendo um único objetivo: marcar um gol no adversário. Para isso
ocorrer, as equipes se estruturam taticamente munidas de diversas estratégias,
dispondo seus atletas em posições de acordo com as características individuais
de cada um. Tudo isso, para marcar mais gols que seu adversário. Dentro desse
universo particular, os goleiros estão inseridos à fim de evitar que os gols
sejam realizados... uma tarefa ingrata, diga-se de passagem. Ou seja, existe um
universo ainda mais complexo por trás desta posição tão injustiçada do futebol.
Partindo do pressuposto de que
queremos refletir sobre o método de análise de desempenho dos goleiros, antes
de mais nada temos que esclarecer alguns pontos. Tais como:
- Como definir um bom goleiro ?
- Como definir um mau goleiro ?
- Como analisar o desempenho de um
goleiro ?
·
BOM GOLEIRO: Quando
dizemos que um goleiro é bom, afirmamos isso com base em quais critérios?
o Menor média de gols sofridos ?
o Maior percentual de jogos sem sofrer gols (clean-sheets)
?
o Maior quantidade de defesas ?
Com certeza, estes são os critérios genéricos mais
utilizados no meio futebolístico, porém se pararmos para pensar, estes
critérios são muito vagos e não nos dizem informações realmente relevantes para
avaliar o desempenho de um goleiro. Por exemplo: 

Tudo
depende da perspectiva da análise que queremos elaborar. Talvez, se quisermos
apenas ter uma noção básica, estes números podem ser utilizados. Mas em todos
os casos, o segredo é não analisar números isolados. Perceba a diferença:
Isoladamente estes goleiros podem ter sido avaliados como
os melhores de seus respectivos campeonatos. Porém se além destas informações,
utilizássemos os 3 índices ? Vamos ver:
Este assunto é tão complexo e rico em detalhes, que
veremos este detalhamento mais pra frente. Por enquanto continuaremos nos
aspectos gerais. Um outro exemplo, de que números isolados “não querem dizer
nada” é quando falamos das famosas defesas
difíceis. Geralmente são defesas plasticamente bonitas, que exigem um alto
grau de técnica, tempo de reação e elasticidade dos goleiros, mas é uma questão
muito particular que depende dos critérios utilizados, é muito relativo: o que
é difícil para um pode não ser difícil para outro. Por exemplo:
- GOLEIRO
ESPALHAFATOSO: Temos um goleiro que todo jogo realiza saltos incríveis em
chutes em sua direção... a mídia e a grande maioria das pessoas que estiverem
assistindo o jogo, classificarão este tipo de defesa como “difícil”.
- GOLEIRO MAU
POSICIONADO: Se um goleiro acaba realizando movimentos extremamente difíceis
à todo momento e que exigem muito de suas técnicas de passadas laterais,
elasticidade e tempo de reação, muito provavelmente este goleiro está se
posicionando mau para as finalizações, e isso faz que ele “compense” esta falha
com a técnica e reflexos apurados.
Perceba que mais uma vez, derrubamos uma falácia de
avaliação de goleiro. A quantidade de defesas difíceis em si, não diz muita
coisa.
![]() |
Por
esses e outros motivos, é mais difícil do que parece classificar um bom
goleiro.
(Continua...)
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